Caos
o céu
desaba rios
que lambem ruas
os cães se matam
os tanques avançam
a cidade arde
o gosto do caos
lá fora é quase nada
aqui dentro é outra guerra!
desaba rios
que lambem ruas
os cães se matam
os tanques avançam
a cidade arde
o gosto do caos
lá fora é quase nada
aqui dentro é outra guerra!


5 Comentários:
'Aqui dentro" é poesia...da boa!
Saudades daqui menina!
Bjos;))
Ei Mara!!! Saudades tbm! A blogosfera já foi mais animada! Volte sempre!
Na minha terceira década de férias soube que minha menina mentiu nestes tres anos que esteve por aqui. Ela tem idade para ser minha filha, tem um filho de muito antes e um casal de gêmeas que as conheci após os tres meses de gestação. Eu pe...rguntei: o que é Mulher? Óbvio, ela, fruto desta grande árvore que sobrou na planície, "o que é Homem?". Louca para estragar minhas férias; quem ousaria responder?
Esta foi a melhor atitude para não esperar em vão dias melhores em 2011.
Sabemos que o mundo material gira e a se formam fila em todo lugar. Entre um estanque a outro já não há mais espaço. Portanto, não é prazer em derrubar fileiras, não é baforadas na cara de quem acredita em livre arbítrio, também não é correspondências no mural para quem está só de passagem e ainda não encontrou a viagem marcada, tampouco é amor semelhante ao meu jardim de hortaliças, muito menos e até diria impossível sequer lembrança do se quer normalmente como poesia.
Ouvindo Nina Simone, House of the rising sum, meus orgãos tomam vida própria, o cérebro se torna uma massa sem peso, sem medida, sem imagem.
Minha sorte que logo começa I put a spell on you, e volta aquela vontade amiga de chorar só um pouquinho para não se alegrar demais, e saber sempre que não existe vergonha alguma em se ajoelhar e agarrar as pernas e não permitir que a mulher que ama vai embora. Se alguém conhece música mais bonita, por favor, sinceramente... Não é brincadeira, na minha biblioteca de media play toca tres vezes em seguida.
Existem maneiras poéticas de girar a coisa material, outras maneiras também que se assemelham a pequenas monstruosidades, e sempre novas maneiras também - influência de Body and soul - que nunca serão uma experiência sem limites, porra, este estanque (também) é condição sine qua non da sobrevivência, eu sei, jamais deixaria destes mergulhos vitalizadores, mas, mais além, e este momento reclama, existe o verdadeiro prazer de viver, quando temos muitas ou a humanidade para amar.
a gente trava guerras internas por toda a vida. perto disso, o lá fora é nada mesmo. e quando o lá fora vem aqui dentro, é mais guerra. haja batalha, haja armamento, haja bandeira branca.
Adorei esse poema, Robs.
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