Sertão
O tempo
se encarrega de fingir que está tudo em seu lugar
enquanto empoeira a casa vazia
agora cheia de mémorias
O sol
atravessa tão seco por entre as vidraças das janelas
que não alcança o assoalho
onde não pisam mais seus dois pés
As paredes
escorrem o verde que você escolheu
revelando a brancura angustiante de um papel virgem
donde ainda não se sabe o que desenhar
O quintal matou-se de imediato!
Levando consigo cachorro e jabuticabeira
Nas miseráveis sobras de ti
ainda enfrento um rio de margens secas
já que agora nenhum chôro é apropriado
Um córrego sem lágrimas, que nem sei se alcança o mar...
se encarrega de fingir que está tudo em seu lugar
enquanto empoeira a casa vazia
agora cheia de mémorias
O sol
atravessa tão seco por entre as vidraças das janelas
que não alcança o assoalho
onde não pisam mais seus dois pés
As paredes
escorrem o verde que você escolheu
revelando a brancura angustiante de um papel virgem
donde ainda não se sabe o que desenhar
O quintal matou-se de imediato!
Levando consigo cachorro e jabuticabeira
Nas miseráveis sobras de ti
ainda enfrento um rio de margens secas
já que agora nenhum chôro é apropriado
Um córrego sem lágrimas, que nem sei se alcança o mar...


2 Comentários:
lindo!
Das perdas inevitáveis!
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