domingo, 6 de maio de 2012

Sinceramente...

Ser sincero pode ser um tarefa difícil,
sobretudo aos mineiros.

Aqui toda medida é laboratorial,
um ml a mais e bum!

Vão todos para Buenos Aires...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Goteira

Precisos segundos
gotejam lentamente
em ritmada percussão

o som do passado
nem baixo, nem alto
apenas estéril, etéreo
constante na mente
incomoda

e a vida segue exausta
entre uma gota e outra
o silêncio

devo ser a chuva
que invade o buraco na telha
e despenca não livre da queda
rumo ao balde no chão!

sábado, 7 de abril de 2012

Navalha

Sigo encurtanto
os cabelos e os laços.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SANTA DESORDEM!

O que se sobressai é a obediência cega
às almas puramente inventadas pela igreja
É a própria idade média e mediana
nos dias de hoje!

Ó pecado, assombrar a sexta-feira santa!
Mas, que no restante dos dias do ano, sejamos:
preconceituosos, indiferentes, inamorosos,
brutos, desconfiados, mentirosos!

Que possamos privilegiar uns
e reduzir tantos outros!
Em nome do orgulho ou da inveja
ainda não cientificamente explicados.

A solitude e a suavidade
deixo para os vizinhos de banco
platéia, palco do padre!
Esses ilustres desconhecidos
é que merecem o meu sorriso.

E você ainda me pergunta
porque as coisas ruem?
Pois eu lhe digo:

É a ação silenciosa e diária
do tempo
cujo trabalho incansável e verdadeiro
destrói, corrói aos poucos
o que poderia ser
tudo e todo.

Porque contra o tempo
não há mentira
que se sustente com os dois pés!

Contra o tempo, não se forja
nem afeto!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Esse cara

Esse cara morto,
não morre!

De dentro pra fora,
lembrança
Herança que fica

É que a genética não erra,
afirma a empáfia científica!

Fomos
Somos
Seremos

Seres continuadamente
inesquecíveis
antes e depois da morte!

Porre

Preciso de um porre
Talvez eu até chore
É que saudade quando bate
só garçom resolve!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Freio

Queria ter uma motocicleta
E mais coragem para morrer!

Vaidade

Comprou um lago
e pagou à vista!

Uma inundação de azares
quebrou-lhe o espelho d’água

O que será da moça rica?

Esquina

Naquela esquina,
cruzamento
as pessoas estão sempre prontas
para o casamento.

O que mais assusta?

a falta de ar
os sonhos sonâmbulos
os milhões de passantes
os carros
o tapete de asfalto
a falta do sol
a chuva
o calor
o frio
o arrepio
a vertigem

especialmente
a esquina mal dobrada!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Amoras

Ainda tínhamos
um par de amoras
ruivas, rubras
e 3/4 de memória!

Um pouco de vinho,
branco e lúcido
porque amar
por si só
já é loucura...
história, escória
capricho!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sem título

Amar carece um par de asas
porque tem urgência no vôo.

Chronos

O tempo é um senhor metido a se meter comigo
Um louco subversivo a inverter a ordem
dos meus relógios e calendários:

Nem sempre o pretérito encontra-se no passado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Auto-lápide

Apesar da urgência da luta
há os que descansam vivos
em auto-lápides.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Poesia pra quê? (Para Sofia Fada)

A poesia a espreita, espia a vida...
Pra quê poesia?

A poesia escolhe.
Mata ou morre.

A poesia não tem patrão!
Rompe com as regras da ortografia.
Nomeia o incognoscível.
Lima as superfícies duras.
Desnuda a face maquiada no espelho.
Lança-se contra os gumes das facas apontadas.
Envereda-se pelos recôncavos sombrios do dentro.
A poesia põe-se em apuros!

Porque é selvagem
Mais que os leões nas Savanas.
A poesia é o início da coragem.

sábado, 5 de novembro de 2011

Naturalmente

Até as plantas, em condições das mais desfavoráveis, intuitivamente buscam a luz.

Metaistória

interrogação
vírgula

reticencias

travessão
exclamação

ponto final

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

2 + 2

Me mandou ser feliz
e foi embora

+

Bateu a porta
e nem se despediu

=

De certas somas
subitamente subtraídas

2 + 2 = 4

(Já vi muita gente errar essa conta!)

2 + 2

A gente se ilude com tudo
2 + 2 nem sempre é assim!

sábado, 29 de outubro de 2011

Sem título

A solidão é um museu no deserto
soprando os grãos de areia sobre a memória e o tempo
já tão expostos...

sábado, 22 de outubro de 2011

Haicai

A chuva quando cai
me molha por dentro.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Curta

Enquanto houver saúde, viva.
decência, perdoe.
calma, silencie.
alegria, compartilhe.
brilho nos olhos, ame.
voz, diga.
batidas no coração, caminhe.
dúvidas, escolha.
certezas, prossiga...

Que a vida é imensa,
porém menor do que se imagina!

Romântico

Hoje a minha janela passante fitou a tua.
E olhos nos olhos, penetrei por entre as cortinas brancas.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Paixão

Pai,
o tempo e o chão
o engolem.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Taximetro

percurso inexato
que se curva ao tempo e ao silêncio
agora já tão proporcionais ao aumento da nossa distância...

Estraga!

Traga tudo:
o cigarro
a bebida
toda a comida

(com avidez)

Só não traga a sua dor.

Na lousa

O silêncio não repara na minha dor.

Ele pára e pousa na lousa:
Acalma o irrepáravel,
Aceita o irreversível.

Solidão

A solidão é uma sombra do que somos...
E se tem sombra, é porque tem sol.

domingo, 21 de agosto de 2011

Esse amor

Sujeito
me ajeite
no leito

Deite
e aceite
o delito

Deleito
teu leite
infinito

No peito
esse amor
é bonito

Dois corpos copos

Nossos corpos líquidos
às vezes turvam
lamaçais fétidos
e intragáveis

Brindemos
nossos corpos
copos de vinho ou lama

(ama)

Bebamos

(nós dois)

Com paixão
nossa generosa idade
com paz, ciência
para tolir a ânsia.



Meu poema morto

Cessem as risadas
Proibam terminantemente as piadas
Recolham os tamborins e pintem de preto os carnavais

Amarguem os cafés
Queimem os jornais matinais
Desliguem os rádios
Atrasem os relógios
Silenciem as orquestras
Cancelem as festas

Ele está morto.

Açoite:

Triste,
trato o ato
de envelhecer

É preciso revisar a morte.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sertão

O tempo
se encarrega de fingir que está tudo em seu lugar
enquanto empoeira a casa vazia
agora cheia de mémorias

O sol
atravessa tão seco por entre as vidraças das janelas
que não alcança o assoalho
onde não pisam mais seus dois pés

As paredes
escorrem o verde que você escolheu
revelando a brancura angustiante de um papel virgem
donde ainda não se sabe o que desenhar

O quintal matou-se de imediato!
Levando consigo cachorro e jabuticabeira

Nas miseráveis sobras de ti
ainda enfrento um rio de margens secas
já que agora nenhum chôro é apropriado

Um córrego sem lágrimas, que nem sei se alcança o mar...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma e meia

Queria ser duas.
Duas não, uma e meia.
Eu mandava o anão de mim fazer as tarefas mais chatas!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sem título

Desconfio de quase tudo...
Até da sombra da caneta nesse papel.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Perfeito!

Resolvi fazer tudo certo,
por linhas tortas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Receita para o fim do mundo:

Até dois mil e doze,
goze.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Good Lucky

Porque será que não requebro mais os quadris
Porque será?

E quando te vejo
sentado ao meu lado
Eu só quero dançar
meus quadris e ardis
de mulher

Sei que o meu coração vai se quebrar
Quanta sorte, good Lucky!

É porque com você,
Eu me vejo no espelho
Eu me vejo comigo
Eu chego tão perto!

Só quando estou com de você.

Pausa no caos

Deixa o cachorro latir
a criança gritar
o dia sorrir

Deixe que a velha casa nova
habite memória

Aquelas de quintal de jabuticabeiras
sob o sol degradado do fim do dia

É que o tempo revela o passado
e às vezes as flores ainda estão vivas!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ouro

Algo que reluz
pode ser a termo
quase um erro,
mais um!

Ouro de tolo?
Não!

Qualquer coisa que brilhe
pode ser um tesouro!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Caos

o céu
desaba rios
que lambem ruas

os cães se matam
os tanques avançam
a cidade arde

o gosto do caos
lá fora é quase nada
aqui dentro é outra guerra!

Lá, lá, lá!

Você pode
me arrasar
eu sei

Você pode
me dar
o melhor
do amor

Você pode,
eu sei!

Eu nunca vi
mas me lembro
(Eu me rendo)

Refrão:
Eu não vou
correr o risco

Eu não vou
correr o risco

Você pode
me dar
o melhor
do amor

Eu acredito!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aparente

O corpo está saudável
a casa limpa
o alimento na barriga
o trabalho está pronto.

Mas tudo está sempre
aparentemente no lugar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Íntimo

Dentro de mim mora um rio que tem medo de mar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sem título

Eu e a primavera
já não florimos mais.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A rosa prosa

A rosa,
vermelha
entre espinhos e poemas
cresce
apontando pro sol
pai de todo jardim!

Seu silêncio infinito
caminha pro norte
e a certa altura sussurra
ao ouvido que sabe ouvir:

Um vaso com terra
alguns pingos de chuva
e esta pronta!

Já é outra rosa...

Beijo

Tenro
molhado
morango

Mistura
sabor e
textura

Vermelho...

Aperta
esta língua
em néctar

Suco
saliva
gelado
melado

Estado de beijo!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dito Virtual:

Mensagens passadas não movem kbytes!

Revira

O sol se revira:
As luas me giram
360 graus e cá estou eu,
nova-mente satélite...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Picles

Silêncio efadonho
aos berros eu não queria dizer nada
a não ser que fosse de boca fechada.

Novelo

Vem
Vem dizer três palavras
que eu vou
Vôo
Vou!
Vem!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Asfixia!

O medo é falta de ar.
A tristeza é seu ponto máximo.

Aviso de Porta

Aberto:
Entre,
Puxe,
Empurre!

Só não perturbe,
essa paz...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dois blocos

E quem acreditou na foto da revista
nas palavras da entrevista
na roupa do astro
no cabelo do artista
na jóia mais cara
no tafetá do vestido
nas linhas do terno
no cara do ano
na bunda mais vista

Criou indivisível liga
entre dois blocos de ilusão.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Rubro-amarelo

Depois de assistir
ao céu rubro-amarelo
anunciando o fim do dia

E catar no vento
meia dúzia de palavras
quase inteiras,
cavei na terra a cova desse amor.

E já nem sei
se pelo céu ou pelo vento
ocultei por terra
termos tão profundos...

Silêncio

Eis o meu silêncio:
branco e quase cego.

O amor

Ponto:
no centro da folha
e final da frase.
Pronto!

O amor é conciso.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Aorta

A porta da aorta anda torta.
Deve ser assim que o olhar desbota
Finalmente se cansa e descansa.

Represa

Guardei essas águas
pra que não chovesse tão dentro

Represa, é tristeza presa

A presente torrente
não me escapa mais do peito!
Caudaloso rio, perdeu seu leito.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Céu de Liliana

Céus Recife e Curitiba
minha mãe me liga,
eu nem ligo!

Eu vou.
Eu vôo.
Liberta!

Céu de Ícaro com chuva
sou Fênix mil vezes renascida
a desencontrar com a vida
sem um chão para pisar

Eu vou.
Eu vôo.
Despida!

Encontrar comigo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Coragem!

Lança-te ao atroz íntimo meu!
Equivale ao vento desgovernado
rodopiando este corpo no céu.

Senta-te e toma um copo da minha cólera.
Tanto faz o dia ou a noite, já me são bens iguais.

Nem a lua pode seduzir
ou deduzir um pouco deste caos.
Já não passeio em desertos
porque sou de areia.

Mas deita-te.
E, talvez o leito...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ensaio

Estão todos ensaiando
para as revistas e editoriais.

Quando será de verdade?

Na estação...

E eu que vivo de partida
numa dor de estação de trem
hoje descobri mais essa:

O caos é um azar genético
que só cura com transfusão!

Bafafá!

O mocorongo galalau
fez caruru, acarajé
e pôs dendê!

Num trimilique,
um piripaque,
o cabra borocochô
deu bololô no fiofó.

Um quiprocó
com esse bocó!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Na plataforma...

Era pôr-do-sol na plataforma
neguei-me mais um cigarro
para evitar essa morte
que vive dentro de mim.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Disse que me disse

Um leva e traz de travesti
trapo, trambolho
atrasa o trem que vai partir
fofoca, futrica
a conversa é fiada, ninguém paga!
Praga, prego
desvia os olhos dessa língua-pátria
embola o trilho
desengata, desencana
já disse
meu nome não é Ana.

Off Line

Há quase 20 dias não ouço
o ruído dessas tuas palavras
que escuto com olhos atentos
e em silêncio.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Partitura

Sobre a mesa guardei algumas notas
para tocar a música que ainda não aprendi.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pregnante

Um olhar de Deus sobre todas as coisas...

Capta
Vertem
Impõe à memória

Estes olhos onde o furtivo não escapa!

http://www.flickr.com/photos/arantesdaniel/sets/72157608323444827/

Poeminha Cristão

Esta manhã eu me matei.
À tarde, ressucitei.
E bem agora, estou subindo aos céus!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sem título

Ela, roubou-lhe o jardim
Ele, desfez-se de mim.

Só enlaço de novo
com minha fita carmim!

Fita vermelha

Te dou de presente
esta fita vermelha
que enlaça as mechas pretas
ainda que não haja vento!

Te dou para que acaricie o cetim
nos dias de muita chuva aí dentro!

Reflexo

Espelho de duas faces
Indivisível
Nos vemos, cada qual a si
Mas nunca os olhos, frente a frente.

Sadismo amigo

Estende a mão por prazer
não por compaixão
a doença do outro o redime da própria:

Câncer
Constipação
ou Frustração

E eu que andava sem meus óculos!

Veja meu bem:

Nas escolhas convenientemente eternas
que se faz sem óculos
também se aplicam sufixos de separação

Os templos, as filosofias
as junções e outras mentiras
são passíveis de falência

Antônio Francisco Lisboa,
Quincas Borba e Judas
também eram míopes!

Quatro Estações

Na primavera tenho cem amigos
No verão, quase duzentos
No outono, não encho uma mão
No inverno é só solidão.

Sobre o poder

Perigo não é o poder adquirido mas a inconsciência que se busca ao desfrutá-lo.

Na alegria e na tristeza...

As infantis promessas na frente do padre
é que abrem a porta de Dante aos poetas.
Ó Divina Comédia!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Miopia

Não sei se fui para o mundo cercada de inocência
ou se a certa altura me roubaram os óculos
e minha miopia resolveu a vida por mim.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O amor e o desfecho

Tentei salvar as nossas coisas, antes que a água cobrisse tudo.
Mas nem sempre os relógios são complacentes!

domingo, 13 de junho de 2010

Segunda súplica

Tempo, pai de todas as coisas
Engole o furtivo erro desse espelho
Traz de volta
Sem a máquina, mágica ou medicamento
Aquela moça que eu matei.

Moça

Olhos brilhantes, altivos
Força encarnada!
Aquela moça que escalava as rochas
e pintava autorretratos na madrugada...
A moça que amava tão apaixonadamente os seus amores
liberta, curiosa
desdobrava o mundo, bastava uma mochila nas costas...
Aquela moça me deixou saudades, no espelho!

O tempo e o espelho

O tempo faz refletir os sonhos
E a imagem desse espelho já não é a mesma.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Do contra

Mais uma vez na contramão.
Contrariando a mim mesma.

Tédio...

Para cada coisa em seu lugar
caixa, frasqueira, estante, prateleira

Mas pra mim não há remédio!

Não sei...

Não sei se desaprendi o sonho
Meu corpo só quer saber de sono!

O que todo mundo quer?

Tempo e dinheiro.
Antagônicos, quando há indícios de prostituição.
E a pior delas, não é a do corpo!

sábado, 5 de junho de 2010

Em junho...

Desembrulho a fita métrica
e meço o tempo que se passou
e o tempo exigente, requer memórias!

Aquelas de banho, cobertor, chão de pedras e janelas guilhotina...

Em junho, eu fecho as portas
do passado confinado:
Eu mato o mestre morto!
Maldito barroco!

Todo junho, eu enjoo.

domingo, 30 de maio de 2010

Porque ainda

Não fossem os sonhos
as fúrias, os perdões
Não fosse a fé na vida
a possibilidade da tentativa

Não fosse um coração
cansado, mas em paz
Não fosse a mão que levanta
o lenço que seca o pranto

Não fosse estar vivo
apesar do risco de morrer

Não fosse isso...

Poema musicado!

http://www.youtube.com/watch?v=GRaQYtCIFYM
http://www.youtube.com/watch?v=qWSEZUHlhNI
http://www.youtube.com/watch?v=pnxRvHKjC3Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=weP6mQ_zzOs&feature=channel
http://www.youtube.com/watch?v=KfT7tuNiyCg

Liberdade!

Tenho saudade de quando não tinha que trazer minhas burradas pra dentro de casa.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Salve-se quem puder!

Duro feito uma rocha burra
que não vê que a terra é sempre viva.

Pode um terremoto sacudir-lhe um dos braços
já que o outro é perdido
Mas, não muda.

Com palavras de navalha fina
acumula o gelo em sua volta
exilando-se em ilha própria...

Hoje, ficou um pouco mais só.

João sem braço

Não sei se João perdeu o braço
quando veio do campo para a metrópole.
Se o asfalto corroeu-lhe o membro ou
se foi encantamento pelas luzes da cidade!

Será que João saiu do campo inocente?
Se bem que queda de braço já vem de berço...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

De "São" Paulo pra mim:

Dificuldade é parte do aprendizado e arrependimento é quando você se recusa a aprender.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tchau!

Não houve tempo nem para o enterro.
Saí às pressas para o meu juízo final.

Sexo aos 34

Há fodas que custam caro!
Com o tempo, a gente requinta até o sexo!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Segunda Enseada

Às vezes eu sonho ventos
e acordo fria de medo:

Do barco que derivava ao mar
lambendo águas que ia deixando pra trás
Do castelo construído lentamente
nas areias da praia.

É que o vento inevitável
se fez impossibilidade.

Sutilezas e ilusões
são passíveis de falência
até da língua!

Hoje sem palavras, nem enseada
num cenário grego antigo
trágico e quase invisível
ao pai tempo que já se foi.

Às vezes eu sonho ventos...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tácita flor

Lótus insone
nua flor de brilho noturno
a duelar os abismos escuros
que Pangéia criou

Tácita flor!
É que a noite repete
o silêncio que o dia cala.

Qualquer um

é sutil
tem ardis
embaralha
desbaratina

seduz
cega
asfixia
paralisa

encerra tua vida em vida
e você continua vivo!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sol lá

Cantiga
ensaia a vida
pra dançar mais leve

Sem marcar-passo
no coração de ninguém!

Martelo

Pão
Pão de Pedra
Perdão

Arreia o sofrimento
Areia
Pedra não!

Notícia

Tento não ter notícia
Mal dita!

É que a febre que ruboriza esta pele
quando há muito sangue, também pode colapsar:

Em guerrilha,
buraco na escotilha
ou sete copos de tequila

E para isso, não há remédio
que cure, supure
ou me livre de tamanha ressaca!

sábado, 27 de março de 2010

Cata pião

Cata pião
Cata palavra enquanto o eixo gira rápido
misturando as contradições da língua
e da poesia

Cata pião
a sua independência no proseio
e sai a rodar sem o chão

Título

Quem diria
hoje em dia
sobre amor e poesia

Lunáticos
Semânticos
Artistas

Quem são os últimos românticos?

Fração

Dois a sós, um.

Filosofia

Minha filosofia é barata.
Por ora, é o que eu posso pagar!

sexta-feira, 26 de março de 2010

salvar como

corpo lembra o teu dizendo em confidência que o meu de novo é seu

A Casa

Passa
o tempo
não contento

Passo
a ferro
minhas brasas

Arde ou
comprime ou
deprime

Os olhos verdes
por mais secos
ainda se enchem d'àgua

terça-feira, 23 de março de 2010

Mais uma sobre o tempo...

Sei que o tempo aflito quer me dizer alguma coisa:
finjo que não é comigo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Alforria

Na falta de entendimento
na sobra de fantasia
se demora mais tempo
do que deveria...

À forra
fora
alforria!