Ainda tínhamos
um par de amoras
ruivas, rubras
e 3/4 de memória!
Um pouco de vinho,
branco e lúcido
porque amar
por si só
já é loucura...
História, escória
capricho!
segunda-feira, 12 de março de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Chronos
O tempo é um senhor metido a se meter comigo
Um louco subversivo a inverter a ordem
dos meus relógios e calendários:
Nem sempre o pretérito encontra-se no passado.
Um louco subversivo a inverter a ordem
dos meus relógios e calendários:
Nem sempre o pretérito encontra-se no passado.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Poesia pra quê? (Para Sofia Fada)
A poesia a espreita, espia a vida...
Pra quê poesia?
A poesia escolhe.
Mata ou morre.
A poesia não tem patrão!
Rompe com as regras da ortografia.
Nomeia o incognoscível.
Lima as superfícies duras.
Desnuda a face maquiada no espelho.
Lança-se contra os gumes das facas apontadas.
Envereda-se pelos recôncavos sombrios do dentro.
A poesia põe-se em apuros!
Porque é selvagem
Mais que os leões nas Savanas.
A poesia é o início da coragem.
Pra quê poesia?
A poesia escolhe.
Mata ou morre.
A poesia não tem patrão!
Rompe com as regras da ortografia.
Nomeia o incognoscível.
Lima as superfícies duras.
Desnuda a face maquiada no espelho.
Lança-se contra os gumes das facas apontadas.
Envereda-se pelos recôncavos sombrios do dentro.
A poesia põe-se em apuros!
Porque é selvagem
Mais que os leões nas Savanas.
A poesia é o início da coragem.
sábado, 5 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Sem título
A solidão é um museu no deserto
soprando os grãos de areia sobre a memória e o tempo
já tão expostos...
soprando os grãos de areia sobre a memória e o tempo
já tão expostos...
sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Curta
Enquanto houver saúde, viva.
decência, perdoe.
calma, silencie.
alegria, compartilhe.
brilho nos olhos, ame.
voz, diga.
batidas no coração, caminhe.
dúvidas, escolha.
certezas, prossiga...
Que a vida é imensa,
porém menor do que se imagina!
decência, perdoe.
calma, silencie.
alegria, compartilhe.
brilho nos olhos, ame.
voz, diga.
batidas no coração, caminhe.
dúvidas, escolha.
certezas, prossiga...
Que a vida é imensa,
porém menor do que se imagina!
Romântico
Hoje a minha janela passante fitou a tua.
E olhos nos olhos, penetrei por entre as cortinas brancas.
E olhos nos olhos, penetrei por entre as cortinas brancas.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Taximetro
percurso inexato
que se curva ao tempo e ao silêncio
agora já tão proporcionais ao aumento da nossa distância...
que se curva ao tempo e ao silêncio
agora já tão proporcionais ao aumento da nossa distância...
Na lousa
O silêncio não repara na minha dor.
Ele pára e pousa na lousa:
Acalma o irrepáravel,
Aceita o irreversível.
Ele pára e pousa na lousa:
Acalma o irrepáravel,
Aceita o irreversível.
domingo, 21 de agosto de 2011
Esse amor
Sujeito
me ajeite
no leito
Deite
e aceite
o delito
Deleito
teu leite
infinito
No peito
esse amor
é bonito
me ajeite
no leito
Deite
e aceite
o delito
Deleito
teu leite
infinito
No peito
esse amor
é bonito
Dois corpos copos
Nossos corpos líquidos
às vezes turvam
lamaçais fétidos
e intragáveis
Brindemos
nossos corpos
copos de vinho ou lama
(ama)
Bebamos
(nós dois)
Com paixão
nossa generosa idade
com paz, ciência
para tolir a ânsia.
às vezes turvam
lamaçais fétidos
e intragáveis
Brindemos
nossos corpos
copos de vinho ou lama
(ama)
Bebamos
(nós dois)
Com paixão
nossa generosa idade
com paz, ciência
para tolir a ânsia.
Meu poema morto
Cessem as risadas
Proibam terminantemente as piadas
Recolham os tamborins e pintem de preto os carnavais
Amarguem os cafés
Queimem os jornais matinais
Desliguem os rádios
Atrasem os relógios
Silenciem as orquestras
Cancelem as festas
Ele está morto.
Proibam terminantemente as piadas
Recolham os tamborins e pintem de preto os carnavais
Amarguem os cafés
Queimem os jornais matinais
Desliguem os rádios
Atrasem os relógios
Silenciem as orquestras
Cancelem as festas
Ele está morto.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Sertão
O tempo
se encarrega de fingir que está tudo em seu lugar
enquanto empoeira a casa vazia
agora cheia de mémorias
O sol
atravessa tão seco por entre as vidraças das janelas
que não alcança o assoalho
onde não pisam mais seus dois pés
As paredes
escorrem o verde que você escolheu
revelando a brancura angustiante de um papel virgem
donde ainda não se sabe o que desenhar
O quintal matou-se de imediato!
Levando consigo cachorro e jabuticabeira
Nas miseráveis sobras de ti
ainda enfrento um rio de margens secas
já que agora nenhum chôro é apropriado
Um córrego sem lágrimas, que nem sei se alcança o mar...
se encarrega de fingir que está tudo em seu lugar
enquanto empoeira a casa vazia
agora cheia de mémorias
O sol
atravessa tão seco por entre as vidraças das janelas
que não alcança o assoalho
onde não pisam mais seus dois pés
As paredes
escorrem o verde que você escolheu
revelando a brancura angustiante de um papel virgem
donde ainda não se sabe o que desenhar
O quintal matou-se de imediato!
Levando consigo cachorro e jabuticabeira
Nas miseráveis sobras de ti
ainda enfrento um rio de margens secas
já que agora nenhum chôro é apropriado
Um córrego sem lágrimas, que nem sei se alcança o mar...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Uma e meia
Queria ser duas.
Duas não, uma e meia.
Eu mandava o anão de mim fazer as tarefas mais chatas!
Duas não, uma e meia.
Eu mandava o anão de mim fazer as tarefas mais chatas!
terça-feira, 26 de abril de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Good Lucky
Porque será que não requebro mais os quadris
Porque será?
E quando te vejo
sentado ao meu lado
Eu só quero dançar
meus quadris e ardis
de mulher
Sei que o meu coração vai se quebrar
Quanta sorte, good Lucky!
É porque com você,
Eu me vejo no espelho
Eu me vejo comigo
Eu chego tão perto!
Só quando estou com de você.
Porque será?
E quando te vejo
sentado ao meu lado
Eu só quero dançar
meus quadris e ardis
de mulher
Sei que o meu coração vai se quebrar
Quanta sorte, good Lucky!
É porque com você,
Eu me vejo no espelho
Eu me vejo comigo
Eu chego tão perto!
Só quando estou com de você.
Pausa no caos
Deixa o cachorro latir
a criança gritar
o dia sorrir
Deixe que a velha casa nova
habite memória
Aquelas de quintal de jabuticabeiras
sob o sol degradado do fim do dia
É que o tempo revela o passado
e às vezes as flores ainda estão vivas!
a criança gritar
o dia sorrir
Deixe que a velha casa nova
habite memória
Aquelas de quintal de jabuticabeiras
sob o sol degradado do fim do dia
É que o tempo revela o passado
e às vezes as flores ainda estão vivas!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Ouro
Algo que reluz
pode ser a termo
quase um erro,
mais um!
Ouro de tolo?
Não!
Qualquer coisa que brilhe
pode ser um tesouro!
pode ser a termo
quase um erro,
mais um!
Ouro de tolo?
Não!
Qualquer coisa que brilhe
pode ser um tesouro!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Caos
o céu
desaba rios
que lambem ruas
os cães se matam
os tanques avançam
a cidade arde
o gosto do caos
lá fora é quase nada
aqui dentro é outra guerra!
desaba rios
que lambem ruas
os cães se matam
os tanques avançam
a cidade arde
o gosto do caos
lá fora é quase nada
aqui dentro é outra guerra!
Lá, lá, lá!
Você pode
me arrasar
eu sei
Você pode
me dar
o melhor
do amor
Você pode,
eu sei!
Eu nunca vi
mas me lembro
(Eu me rendo)
Refrão:
Eu não vou
correr o risco
Eu não vou
correr o risco
Você pode
me dar
o melhor
do amor
Eu acredito!
me arrasar
eu sei
Você pode
me dar
o melhor
do amor
Você pode,
eu sei!
Eu nunca vi
mas me lembro
(Eu me rendo)
Refrão:
Eu não vou
correr o risco
Eu não vou
correr o risco
Você pode
me dar
o melhor
do amor
Eu acredito!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Aparente
O corpo está saudável
a casa limpa
o alimento na barriga
o trabalho está pronto.
Mas tudo está sempre
aparentemente no lugar.
a casa limpa
o alimento na barriga
o trabalho está pronto.
Mas tudo está sempre
aparentemente no lugar.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A rosa prosa
A rosa,
vermelha
entre espinhos e poemas
cresce
apontando pro sol
pai de todo jardim!
Seu silêncio infinito
caminha pro norte
e a certa altura sussurra
ao ouvido que sabe ouvir:
Um vaso com terra
alguns pingos de chuva
e esta pronta!
Já é outra rosa...
vermelha
entre espinhos e poemas
cresce
apontando pro sol
pai de todo jardim!
Seu silêncio infinito
caminha pro norte
e a certa altura sussurra
ao ouvido que sabe ouvir:
Um vaso com terra
alguns pingos de chuva
e esta pronta!
Já é outra rosa...
Beijo
Tenro
molhado
morango
Mistura
sabor e
textura
Vermelho...
Aperta
esta língua
em néctar
Suco
saliva
gelado
melado
Estado de beijo!
molhado
morango
Mistura
sabor e
textura
Vermelho...
Aperta
esta língua
em néctar
Suco
saliva
gelado
melado
Estado de beijo!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dois blocos
E quem acreditou na foto da revista
nas palavras da entrevista
na roupa do astro
no cabelo do artista
na jóia mais cara
no tafetá do vestido
nas linhas do terno
no cara do ano
na bunda mais vista
Criou indivisível liga
entre dois blocos de ilusão.
nas palavras da entrevista
na roupa do astro
no cabelo do artista
na jóia mais cara
no tafetá do vestido
nas linhas do terno
no cara do ano
na bunda mais vista
Criou indivisível liga
entre dois blocos de ilusão.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Rubro-amarelo
Depois de assistir
ao céu rubro-amarelo
anunciando o fim do dia
E catar no vento
meia dúzia de palavras
quase inteiras,
cavei na terra a cova desse amor.
E já nem sei
se pelo céu ou pelo vento
ocultei por terra
termos tão profundos...
ao céu rubro-amarelo
anunciando o fim do dia
E catar no vento
meia dúzia de palavras
quase inteiras,
cavei na terra a cova desse amor.
E já nem sei
se pelo céu ou pelo vento
ocultei por terra
termos tão profundos...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Céu de Liliana
Céus Recife e Curitiba
minha mãe me liga,
eu nem ligo!
Eu vou.
Eu vôo.
Liberta!
Céu de Ícaro com chuva
sou Fênix mil vezes renascida
a desencontrar com a vida
sem um chão para pisar
Eu vou.
Eu vôo.
Despida!
Encontrar comigo.
minha mãe me liga,
eu nem ligo!
Eu vou.
Eu vôo.
Liberta!
Céu de Ícaro com chuva
sou Fênix mil vezes renascida
a desencontrar com a vida
sem um chão para pisar
Eu vou.
Eu vôo.
Despida!
Encontrar comigo.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Coragem!
Lança-te ao atroz íntimo meu!
Equivale ao vento desgovernado
rodopiando este corpo no céu.
Senta-te e toma um copo da minha cólera.
Tanto faz o dia ou a noite, já me são bens iguais.
Nem a lua pode seduzir
ou deduzir um pouco deste caos.
Já não passeio em desertos
porque sou de areia.
Mas deita-te.
E, talvez o leito...
Equivale ao vento desgovernado
rodopiando este corpo no céu.
Senta-te e toma um copo da minha cólera.
Tanto faz o dia ou a noite, já me são bens iguais.
Nem a lua pode seduzir
ou deduzir um pouco deste caos.
Já não passeio em desertos
porque sou de areia.
Mas deita-te.
E, talvez o leito...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Na estação...
E eu que vivo de partida
numa dor de estação de trem
hoje descobri mais essa:
O caos é um azar genético
que só cura com transfusão!
numa dor de estação de trem
hoje descobri mais essa:
O caos é um azar genético
que só cura com transfusão!
Bafafá!
O mocorongo galalau
fez caruru, acarajé
e pôs dendê!
Num trimilique,
um piripaque,
o cabra borocochô
deu bololô no fiofó.
Um quiprocó
com esse bocó!
fez caruru, acarajé
e pôs dendê!
Num trimilique,
um piripaque,
o cabra borocochô
deu bololô no fiofó.
Um quiprocó
com esse bocó!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Na plataforma...
Era pôr-do-sol na plataforma
neguei-me mais um cigarro
para evitar essa morte
que vive dentro de mim.
neguei-me mais um cigarro
para evitar essa morte
que vive dentro de mim.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Disse que me disse
Um leva e traz de travesti
trapo, trambolho
atrasa o trem que vai partir
fofoca, futrica
a conversa é fiada, ninguém paga!
Praga, prego
desvia os olhos dessa língua-pátria
embola o trilho
desengata, desencana
já disse
meu nome não é Ana.
trapo, trambolho
atrasa o trem que vai partir
fofoca, futrica
a conversa é fiada, ninguém paga!
Praga, prego
desvia os olhos dessa língua-pátria
embola o trilho
desengata, desencana
já disse
meu nome não é Ana.
Off Line
Há quase 20 dias não ouço
o ruído dessas tuas palavras
que escuto com olhos atentos
e em silêncio.
o ruído dessas tuas palavras
que escuto com olhos atentos
e em silêncio.
terça-feira, 20 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Pregnante
Um olhar de Deus sobre todas as coisas...
Capta
Vertem
Impõe à memória
Estes olhos onde o furtivo não escapa!
http://www.flickr.com/photos/arantesdaniel/sets/72157608323444827/
Capta
Vertem
Impõe à memória
Estes olhos onde o furtivo não escapa!
http://www.flickr.com/photos/arantesdaniel/sets/72157608323444827/
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Fita vermelha
Te dou de presente
esta fita vermelha
que enlaça as mechas pretas
ainda que não haja vento!
Te dou para que acaricie o cetim
nos dias de muita chuva aí dentro!
esta fita vermelha
que enlaça as mechas pretas
ainda que não haja vento!
Te dou para que acaricie o cetim
nos dias de muita chuva aí dentro!
Reflexo
Espelho de duas faces
Indivisível
Nos vemos, cada qual a si
Mas nunca os olhos, frente a frente.
Indivisível
Nos vemos, cada qual a si
Mas nunca os olhos, frente a frente.
Sadismo amigo
Estende a mão por prazer
não por compaixão
a doença do outro o redime da própria:
Câncer
Constipação
ou Frustração
E eu que andava sem meus óculos!
não por compaixão
a doença do outro o redime da própria:
Câncer
Constipação
ou Frustração
E eu que andava sem meus óculos!
Veja meu bem:
Nas escolhas convenientemente eternas
que se faz sem óculos
também se aplicam sufixos de separação
Os templos, as filosofias
as junções e outras mentiras
são passíveis de falência
Antônio Francisco Lisboa,
Quincas Borba e Judas
também eram míopes!
que se faz sem óculos
também se aplicam sufixos de separação
Os templos, as filosofias
as junções e outras mentiras
são passíveis de falência
Antônio Francisco Lisboa,
Quincas Borba e Judas
também eram míopes!
Quatro Estações
Na primavera tenho cem amigos
No verão, quase duzentos
No outono, não encho uma mão
No inverno é só solidão.
No verão, quase duzentos
No outono, não encho uma mão
No inverno é só solidão.
Na alegria e na tristeza...
As infantis promessas na frente do padre
é que abrem a porta de Dante aos poetas.
Ó Divina Comédia!
é que abrem a porta de Dante aos poetas.
Ó Divina Comédia!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Miopia
Não sei se fui para o mundo cercada de inocência
ou se a certa altura me roubaram os óculos
e minha miopia resolveu a vida por mim.
ou se a certa altura me roubaram os óculos
e minha miopia resolveu a vida por mim.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O amor e o desfecho
Tentei salvar as nossas coisas, antes que a água cobrisse tudo.
Mas nem sempre os relógios são complacentes!
Mas nem sempre os relógios são complacentes!
domingo, 13 de junho de 2010
Segunda súplica
Tempo, pai de todas as coisas
Engole o furtivo erro desse espelho
Traz de volta
Sem a máquina, mágica ou medicamento
Aquela moça que eu matei.
Engole o furtivo erro desse espelho
Traz de volta
Sem a máquina, mágica ou medicamento
Aquela moça que eu matei.
Moça
Olhos brilhantes, altivos
Força encarnada!
Aquela moça que escalava as rochas
e pintava autorretratos na madrugada...
A moça que amava tão apaixonadamente os seus amores
liberta, curiosa
desdobrava o mundo, bastava uma mochila nas costas...
Aquela moça me deixou saudades, no espelho!
Força encarnada!
Aquela moça que escalava as rochas
e pintava autorretratos na madrugada...
A moça que amava tão apaixonadamente os seus amores
liberta, curiosa
desdobrava o mundo, bastava uma mochila nas costas...
Aquela moça me deixou saudades, no espelho!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Tédio...
Para cada coisa em seu lugar
caixa, frasqueira, estante, prateleira
Mas pra mim não há remédio!
caixa, frasqueira, estante, prateleira
Mas pra mim não há remédio!
O que todo mundo quer?
Tempo e dinheiro.
Antagônicos, quando há indícios de prostituição.
E a pior delas, não é a do corpo!
Antagônicos, quando há indícios de prostituição.
E a pior delas, não é a do corpo!
sábado, 5 de junho de 2010
Em junho...
Desembrulho a fita métrica
e meço o tempo que se passou
e o tempo exigente, requer memórias!
Aquelas de banho, cobertor, chão de pedras e janelas guilhotina...
Em junho, eu fecho as portas
do passado confinado:
Eu mato o mestre morto!
Maldito barroco!
Todo junho, eu enjoo.
e meço o tempo que se passou
e o tempo exigente, requer memórias!
Aquelas de banho, cobertor, chão de pedras e janelas guilhotina...
Em junho, eu fecho as portas
do passado confinado:
Eu mato o mestre morto!
Maldito barroco!
Todo junho, eu enjoo.
domingo, 30 de maio de 2010
Porque ainda
Não fossem os sonhos
as fúrias, os perdões
Não fosse a fé na vida
a possibilidade da tentativa
Não fosse um coração
cansado, mas em paz
Não fosse a mão que levanta
o lenço que seca o pranto
Não fosse estar vivo
apesar do risco de morrer
Não fosse isso...
as fúrias, os perdões
Não fosse a fé na vida
a possibilidade da tentativa
Não fosse um coração
cansado, mas em paz
Não fosse a mão que levanta
o lenço que seca o pranto
Não fosse estar vivo
apesar do risco de morrer
Não fosse isso...
Poema musicado!
http://www.youtube.com/watch?v=GRaQYtCIFYM
http://www.youtube.com/watch?v=qWSEZUHlhNI
http://www.youtube.com/watch?v=pnxRvHKjC3Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=weP6mQ_zzOs&feature=channel
http://www.youtube.com/watch?v=KfT7tuNiyCg
http://www.youtube.com/watch?v=qWSEZUHlhNI
http://www.youtube.com/watch?v=pnxRvHKjC3Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=weP6mQ_zzOs&feature=channel
http://www.youtube.com/watch?v=KfT7tuNiyCg
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Salve-se quem puder!
Duro feito uma rocha burra
que não vê que a terra é sempre viva.
Pode um terremoto sacudir-lhe um dos braços
já que o outro é perdido
Mas, não muda.
Com palavras de navalha fina
acumula o gelo em sua volta
exilando-se em ilha própria...
Hoje, ficou um pouco mais só.
que não vê que a terra é sempre viva.
Pode um terremoto sacudir-lhe um dos braços
já que o outro é perdido
Mas, não muda.
Com palavras de navalha fina
acumula o gelo em sua volta
exilando-se em ilha própria...
Hoje, ficou um pouco mais só.
João sem braço
Não sei se João perdeu o braço
quando veio do campo para a metrópole.
Se o asfalto corroeu-lhe o membro ou
se foi encantamento pelas luzes da cidade!
Será que João saiu do campo inocente?
Se bem que queda de braço já vem de berço...
quando veio do campo para a metrópole.
Se o asfalto corroeu-lhe o membro ou
se foi encantamento pelas luzes da cidade!
Será que João saiu do campo inocente?
Se bem que queda de braço já vem de berço...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
De "São" Paulo pra mim:
Dificuldade é parte do aprendizado e arrependimento é quando você se recusa a aprender.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Segunda Enseada
Às vezes eu sonho ventos
e acordo fria de medo:
Do barco que derivava ao mar
lambendo águas que ia deixando pra trás
Do castelo construído lentamente
nas areias da praia.
É que o vento inevitável
se fez impossibilidade.
Sutilezas e ilusões
são passíveis de falência
até da língua!
Hoje sem palavras, nem enseada
num cenário grego antigo
trágico e quase invisível
ao pai tempo que já se foi.
Às vezes eu sonho ventos...
e acordo fria de medo:
Do barco que derivava ao mar
lambendo águas que ia deixando pra trás
Do castelo construído lentamente
nas areias da praia.
É que o vento inevitável
se fez impossibilidade.
Sutilezas e ilusões
são passíveis de falência
até da língua!
Hoje sem palavras, nem enseada
num cenário grego antigo
trágico e quase invisível
ao pai tempo que já se foi.
Às vezes eu sonho ventos...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Tácita flor
Lótus insone
nua flor de brilho noturno
a duelar os abismos escuros
que Pangéia criou
Tácita flor!
É que a noite repete
o silêncio que o dia cala.
nua flor de brilho noturno
a duelar os abismos escuros
que Pangéia criou
Tácita flor!
É que a noite repete
o silêncio que o dia cala.
Qualquer um
é sutil
tem ardis
embaralha
desbaratina
seduz
cega
asfixia
paralisa
encerra tua vida em vida
e você continua vivo!
tem ardis
embaralha
desbaratina
seduz
cega
asfixia
paralisa
encerra tua vida em vida
e você continua vivo!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Notícia
Tento não ter notícia
Mal dita!
É que a febre que ruboriza esta pele
quando há muito sangue, também pode colapsar:
Em guerrilha,
buraco na escotilha
ou sete copos de tequila
E para isso, não há remédio
que cure, supure
ou me livre de tamanha ressaca!
Mal dita!
É que a febre que ruboriza esta pele
quando há muito sangue, também pode colapsar:
Em guerrilha,
buraco na escotilha
ou sete copos de tequila
E para isso, não há remédio
que cure, supure
ou me livre de tamanha ressaca!
sábado, 27 de março de 2010
Cata pião
Cata pião
Cata palavra enquanto o eixo gira rápido
misturando as contradições da língua
e da poesia
Cata pião
a sua independência no proseio
e sai a rodar sem o chão
Cata palavra enquanto o eixo gira rápido
misturando as contradições da língua
e da poesia
Cata pião
a sua independência no proseio
e sai a rodar sem o chão
Título
Quem diria
hoje em dia
sobre amor e poesia
Lunáticos
Semânticos
Artistas
Quem são os últimos românticos?
hoje em dia
sobre amor e poesia
Lunáticos
Semânticos
Artistas
Quem são os últimos românticos?
sexta-feira, 26 de março de 2010
A Casa
Passa
o tempo
não contento
Passo
a ferro
minhas brasas
Arde ou
comprime ou
deprime
Os olhos verdes
por mais secos
ainda se enchem d'àgua
o tempo
não contento
Passo
a ferro
minhas brasas
Arde ou
comprime ou
deprime
Os olhos verdes
por mais secos
ainda se enchem d'àgua
terça-feira, 23 de março de 2010
Mais uma sobre o tempo...
Sei que o tempo aflito quer me dizer alguma coisa:
finjo que não é comigo.
finjo que não é comigo.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Alforria
Na falta de entendimento
na sobra de fantasia
se demora mais tempo
do que deveria...
À forra
fora
alforria!
na sobra de fantasia
se demora mais tempo
do que deveria...
À forra
fora
alforria!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Feliz
sem cicatriz
vou ser feliz
vou pra Paris
vou desfilar
na Imperatriz
subir no palco
e ser atriz
se chover
desenho sol
no chão, a giz
dispenso juiz
eu me salvei
já por um triz
vou ser feliz
vou pra Paris
vou desfilar
na Imperatriz
subir no palco
e ser atriz
se chover
desenho sol
no chão, a giz
dispenso juiz
eu me salvei
já por um triz
O Bilhete
Que coisa louca o meu coração se retrair assim visto a letra tua maldizer de mim. Devo estar torta por linhas certas!
Cigana
Um, dois três
já vai a moça outra vez
atravessar mais uma
duas ou três ruas
pra achar outro canto
pouso
concha
ninho
já vai a moça outra vez
atravessar mais uma
duas ou três ruas
pra achar outro canto
pouso
concha
ninho
domingo, 29 de novembro de 2009
Rascunho
Eu já me cansei
do modelo que nunca segui
das mentiras que ouvi e contei
das mensagens escuras ocultas
das fotos que não revelei
Eu já me cansei
da híbrida imagem no espelho
do contemporâneo e seus hermetismos
da fome, das guerras e outros flagelos
que alimentam o apelo do padre na tv
Eu já me cansei
do apocalípse que nunca chega
do selo de consciência ambiental
mensagem, imagem, modelo
tolas certezas que o mundo elegeu
do modelo que nunca segui
das mentiras que ouvi e contei
das mensagens escuras ocultas
das fotos que não revelei
Eu já me cansei
da híbrida imagem no espelho
do contemporâneo e seus hermetismos
da fome, das guerras e outros flagelos
que alimentam o apelo do padre na tv
Eu já me cansei
do apocalípse que nunca chega
do selo de consciência ambiental
mensagem, imagem, modelo
tolas certezas que o mundo elegeu
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Das más escolhas
De início não tive coragem
por encantamento corri pro bar
comprei uma latinha, tomei um longo gole
finalmente atravessei a rua e fui falar com a minha ruína
desde então só me vejo em pedaços.
por encantamento corri pro bar
comprei uma latinha, tomei um longo gole
finalmente atravessei a rua e fui falar com a minha ruína
desde então só me vejo em pedaços.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Vejo flores em você
Me deixo seduzir pelas crianças e pelas flores. Mesmo aquelas, crianças e flores, cuidadosamente ocultadas.
À luz do dia
Hoje, em plena tarde, resolvi morrer. Abandonei o corpo abruptamente sobre o caminho duro em que tenho andado. Depois chutei, espanquei, cortei-lhe os pulsos com a faca ainda suja do jantar do óntem. Arranquei-lhe os dois verdes-secos-olhos, perfurei seu peito flácido e cuspi na cara assustada do corpo que ainda se debatia. Com as mãos sobre o nariz e boca, proibi terminantemente o ar. Quando finalmente o corpo já repousava em sono eterno e vermelhos de sangue frio, grifei nas pálidas coxas: "Essa está morta"
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